quarta-feira, 26 de junho de 2019

Alunos 2° pedido de Psicologia Unis - MG




                          Final de semestre

      Para alguns uma alegria imensa, férias sem
mais preocupação com provas, mas também aquela saudades do que ainda nem vivemos.
  Próximo período nosso querido professor Janilton nos deixa, mas aguardo ansiosa pelo seu retorno, não só tivemos muitos conhecimentos mas também muitas risadas... " Que professor dahora" dizia algumas colegas da sala.  "Esse aí sabe até o que não precisa saber " .... Rsrsr
   Contudo muitas diversão, e um aperto para passar nas matérias, mas como qualquer outro curso, fácil não é, porém a dificuldade está lá só quando você quer encherga - lá.
    Psicologias é e será uma matéria muito importante para nós alunos e profissionais, sendo a base de tudo que queremos. Durante esse semestre pudemos entender um pouco mais da importancia e da existencia das varias psicologias. Que trabalha no acompanhamento e tratamento das emoçoes suas dores e medos olhando para a personalidade e comportamento de cada ser. Tentando combater esses problemas internos. Vimos que dentro da area da psicologia ha as abordagens na area de atuaçao que desejarmos seguir. Aprendemos um pouco sobre oque futuramente iremos vivenciar na proposta de ajudar aquele que sofre seja na psicanalise, na junguiana,no behaviorismo, na comportamental, gestalt ou junguiana.
 Aqui deixo apenas um obrigada  ao professor Janilton, e seus devidos conhecimentos. Que tudo que lhe seja oferecido seja bem vivido.
Até a próxima colegas.
E lembre se... Sempre precisamos falar sobre psicólogia.




sexta-feira, 21 de junho de 2019

Indicação de série para o final de semana:

Dexter:

Dexter é um especialista forense que passa o dia solucionando crimes e a noite cometendo assassinatos. Inteligente e bonito, o assassino em série vive em conflito com seu instinto de matador e o desejo pela felicidade.




                                    PSICOLOGIA:


Quando vem a nossa mente a figura do psicólogo, logo pensamos no atendimento clínico. Visualizamos um profissional em um consultório atendendo um paciente com algum tipo de problema emocional. Mas essa imagem está relacionada à Psicologia Clínica, uma das áreas de atuação da Psicologia. Pois saiba que as possibilidades de trabalho vão muito além da área clínica. Veja algumas delas:

Psicologia educacional
Ajudar pais, professores e alunos a solucionar problemas de aprendizagem. Colaborar na elaboração de programas educacionais em creches e escolas.

Psicologia hospitalar e da saúde
Atender pacientes hospitalizados e seus familiares. Ao lado de outros profissionais, como médicos, colaborar na assistência à saúde, fortalecendo pacientes e familiares para a recuperação da saúde física e mental.

Psicologia esportiva
Orientar atletas e prepará-los emocionalmente para atividades esportivas e competições. Maximizar o seu rendimento e promover a harmonia entre os membros de equipes e times.


Psicologia organizacional e do trabalho
Selecionar funcionários para empresas. Promover relações saudáveis entre os trabalhadores. Orientar carreiras e colaborar em programas de reestruturação do trabalho.

Psicologia social
Atuar em penitenciárias, asilos e centros de atendimento a crianças e adolescentes. Elaborar programas e pesquisas sobre a saúde mental da população.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Indicação: Série THE ACT (2019)

The Act, série estrelada por Joey King e Patricia Arquette (vencedora do Oscar por “Boyhood”). A trama baseada em fatos reais, conta a perturbadora história de uma filha criada pela mãe como doente por toda sua vida.



A primeira temporada narra o relacionamento entre Dee Dee Blanchard, e sua filha Gypsy, que acreditou ter uma grave doença durante toda a sua infância e adolescência, por causa da mãe extremamente controladora e insegura. Em busca de independência para viver um amor proibido, Gypsy decide então orquestrar um assassinato.
“Ela tem paraplegia, epilepsia, murmúrio cardíaco e alergia a açúcar. Tudo o que faço é por ela”, conta a personagem de Patricia, Dee Dee Blanchard, assassinada brutalmente em 2015. Sua filha Gypsy foi a principal acusada do crime ao lado do namorado que conheceu online, Nick Godejohn – interpretado na série por Calum Worthy.




TRAILER:

 

DOCUMENTÁRIO: MAMÃE QUERIDA E MORTA



domingo, 2 de junho de 2019

Seminários :

Psicologia em construção
Essa psicologia Sócia Histórica é uma vertente teórica da psicologia, cujas proposições ligadas ao conhecimento do homem e sua subjetividade estão guiadas pela concepção materialista dialética. Que surgiu no inicio do século XX, no momento em que estavam procurando reconstruir-se as suas teorias cientificas a partir do referencial marxista em que todos os fenômenos deveriam ser estudados como processos em permanente movimento e transformação.   Não se pode construir qualquer conhecimento.
Os princípios desta teoria são:
A compreensão das funções superiores do homem não pode ser alcançada pela psicologia animal (experimentos, por exemplo), pois os animais não tem vida social e cultural.
As funções superiores do homem não podem ser vistas apenas como resultado da maturação de um organismo que já possui, em potencial, tais capacidades.
A linguagem e o pensamento humano têm origem social.
A consciência e o comportamento são aspectos integrados de uma unidade, não podendo ser isolados pela Psicologia.
Psicologia do desenvolvimento
  Área da psicologia que estuda o desenvolvimento humano do nascimento até a vida adulta. Jean Piaget se destacou nesse tema demonstrando que existem formas de perceber, compreender e se comportar de acordo com cada faixa etária. Que o individuo começa seu desenvolvimento humano por fatores que influenciam, pelos aspectos e por alguns períodos, até chegar a juventude onde ocorre através de sua inserção no mundo do trabalho ou na preparação para ele se adaptar e se orientar entre o real e os seus ideais. Assim como no desenvolvimento infantil; as crianças estão em constante interação com os adultos que apresentam a elas as suas relações e sua cultura. E nessa mediação que os processos psicológicos mais complexos tomam forma.
A Psicologia como profissão 
 A psicologia como profissão foi regulamentada no Brasil em 1962. Ela é uma ciência que busca compreender o ser humano através de seus sonhos, desejo, emoções, pensamento e sua subjetividade e seus padrões de comportamento através da observação, e interpretação e interação com aquelas que vão em busca de ajuda, procurando identificar, desvendar e compreender melhor o sujeito que sofre. 
O profissional habilitado relaciona a sua pratica a uso de métodos e técnicas da psicologia para fins de diagnósticos psicológicos.
Conforme a lei 4.119 descreve os direitos conferidos ao psicólogos em uso da sua formação é obrigatório o registro do diploma no órgão competente e constitui função do psicologo a utilização de métodos e técnicas psicológicas.Esse é o compromisso social da psicologia. 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Indicação: O Quarto de Jack - Room (2015)



Direção

Lenny Abrahamson e escrito por Emma Donoghue, baseado em seu livro homônimo.

Aconselho a não ver ou ler nada antes sobre o filme. 

Joy e seu filho Jack vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick.

O Quarto de Jack consegue misturar suspense e melodrama na medida certa. A imersão que o filme consegue passar é surreal, e o espectador não tem quase nenhum momento de alívio no filme todo. Isso reflete não só a excelente estrutura do roteiro como também a brilhante atuação de Brie Larson (Joy) e Jacob Tremblay (Jack), que sustentam a adrenalina do começo ao fim.

Apresentado pela primeira vez no Festival de Cinema de Telluride em 4 de setembro de 2015, foi aclamado pela crítica especializada e conquistou diversas indicações a prêmios renomados, como Critics' Choice Movie AwardGlobo de Ouro. Larson foi premiada com o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação.



O Quarto de Jack é um romance da escritora irlandesa Emma Donoghue, finalista do Booker Prize e do Orange Prize. Em 2015, foi lançada uma adaptação cinematográfica chamada Room, com roteiro da própria autora.




Precisamos falar sobre JUNG



Carl Gustav Jung 


Carl Gustav Jung (1875-1961) foi um psiquiatra suíço, fundador da escola da Psicologia Analítica. Desenvolveu os conceitos da personalidade extrovertida e introvertida, de arquétipos e do inconsciente coletivo.



Jung nasceu em Kesswil, na Suíça, no dia 26 de junho de 1875. Filho de um pastor protestante, com quatro anos, mudou-se com a família para a Basiléia, na época, um grande centro cultural da Suíça. Estudou biologia, zoologia, paleontologia e arqueologia. Em 1895 ingressou na Universidade de Medicina da Basiléia e logo despertou o interesse pelos fenômenos psíquicos. Concluiu o curso em 1900.
Carl Gustav Jung iniciou sua vida profissional como assistente do psiquiatra Eugen Bleuler, na Clínica Bugholzli, em Zurique. Em 1902 obteve o doutorado na Universidade de Zurique, com a dissertação “Psicologia e Patologia dos Fenômenos Chamados Ocultos”. Em 1904 montou um laboratório experimental onde iniciou a aplicação de sua tese para o diagnóstico psiquiátrico, através da associação das palavras. Identificou conteúdos psíquicos reprimidos para o qual denominou de “complexo”, estudo esse muito explorado por Freud.
Em 1905 tornou-se livre docente de Psiquiatria na Universidade de Zurique. Em 1907  no primeiro Congresso Internacional de Psicanálise. Dois anos mais tarde, o grupo fundouiniciou seu contato com Freud. Em 1908, juntos com Adler, Jones e Stekel, se reuniram a Associação Internacional Psicanalítica, da qual Jung se tornou o presidente e criou sucursais em vários países.
Parceiros do desbravamento do inconsciente, Freud e Jung romperam o relacionamento em uma amarga disputa a respeito do significado da libido. 
Em 27 de fevereiro de 1907, na rua Berggasse número 19, em Viena, Sigmund Freud se apaixonou. O objeto de seu afeto era Carl Gustav Jung. O jovem psiquiatra, 19 anos mais novo do que Freud, já era diretor clínico do prestigioso hospital Burghölzli e professor da Universidade de Zurique.
Jung havia conquistado reconhecimento internacional por sua invenção do teste de associação de palavras, e sua prática era renomada pela incisividade delicada. Mas quando Jung leu "A interpretação dos Sonhos" (1900), de Freud, a teoria do colega o surpreendeu, e ele decidiu que tinha que falar diretamente com o autor. E falar foi o que fizeram por 13 horas. Mergulharam nas profundezas do inconsciente e nos métodos da psicanálise.
Freud se impressionou imensamente com o intelecto de Jung, mas seu desejo de atrair o colega para o mundo psicanalítico também tinha motivações políticas. Como movimento intelectual, a psicanalise em seus primeiros dias se assemelhava a um partido político - ou talvez a uma religião nascente - com Freud como centro inamovível.
Ele chamava a expansão da psicanálise de "a Causa", a ser promovida pela conversão da psiquiatria convencional e pela exclusão impiedosa dos epígonos que abandonavam o movimento, a exemplo de Wilhelm Stekel. Na mente de Freud, o maior obstáculo enfrentado pela "Causa" era o antissemitismo. Ele mesmo era um judeu ateu, e todos os analistas que se amontoaram na sua sala de estar para participar da fundação da Sociedade Psicológica das Quartas-Feiras ( a primeira associação mundial de psicanalistas) eram judeus. Freud temia que a psicanálise se tornasse tão associada ao judaísmo que isso impedisse de ganhar espaço como ciência convencional.
Por isso, Jung era tudo o que Freud poderia esperar: talentoso, altruísta, uma figura de destaque na hierarquia da ciencia - e acima de tudo nascido sem nem mesmo uma gota de sangue judaico. "Só o surgimento dele", Freud confidenciou, "salvou a psicanálise do perigo de se tornar uma empreitada nacional judaica".
Se Freud via em Jung um príncipe herdeiro gentio, o que Jung via em Freud? Jung tinha uma imaginação fluida que não era fácil de conter - especialmente dentro dos limites da psiquiatria convencional. Como muitos dos primeiros psicanalistas, era um sujeito excêntrico.
Às vezes, Jung se via como uma reencarnação de Goethe ( devido a uma conexão ancestral espúria com o poeta); ele sempre se recordava de um sonho acordado que teve aos 12 anos, no qual Deus defecava na catedral da Basileia; e seus hábitos vorazes de leitura eram tão irregulares quanto o percurso de um relâmpago. Quando Jung leu " A interpretação dos sonhos" encontrou nas ideias de Freud um novo panorama para sua mente irrequieta - pelo menos por algum tempo.
O primeiro presente de Jung a Freud precedeu o primeiro encontro entre eles. Em 1906, Jung havia aplicado seu teste de associação de palavras à teoria de livre associação de Freud, uma ferramente importante para exumar memórias reprimidas. Foi um dos primeiros testes observacionais de psicanalise, e Freud ficou muito feliz com o apoio empírico e cientifico que o procedimento oferecia às suas teorias.


Freud não demorou a colocar Jung na posição de primeiro presidente da Associação Psicanalítica Internacional. Ele havia se tornado o herdeiro oficial de Freud, e este parecia deliciado pelo fato de o futuro da psicanalise enfim parecer seguro.
Os seguidores vienenses não pareciam tão certos. A eleição de Jung como presidente, com o circulo suíço que ele liderava em sua esteira, ameaçou rachar a associação. E, pior, um dos melhores amigos de Freud, Albert Adler aos poucos havia criado um desafio ao "núcleo" da psicanalise. Com a ajuda de Jung, Freud derrotou os seguidores de Adler e consolidou seu domínio sobre o movimento. A lealdade de Jung a Freud, porém, não duraria muito tempo. 
Na forma pela qual Jung recorda o acontecido, a primeira fissura surgiu na viagem deles aos EUA, em 1909, quando os dois fizeram palestras bem recebidas na Universidade Clark. Freud que tinha o irritante hábito de analisar escancaradamente todas as pessoas que encontrava, anunciou que não queria mais ser analisado. Isso enfraqueceria sua autoridade, ele disse. E foi esse o momento que Jung começou a se sentir incomodado pelo domínio de Freud.
A psicanálise se baseia em sua teoria da libido - descartá-la, portanto, seria demolir tudo. Jung desde o começo tinha dúvidas acerca de o sexo ser mesmo a única fonte de tais energias e impulsos. Freud temia por isso desde o começo do relacionamento. O cerne do rompimento era que peso conferir ao etéreo, ao psíquico, ao oculto, ao improvável. Para Freud, todos esses desvios podiam ser reduzidos à libido. Para Jung, era preciso levá-los a sério e não minimizá-los sem reflexão.
Por volta de 1912, a distancia entre os dois aumentou. O momento em que ambos decidiram contemplar a religião, ao mesmo tempo, bastou para destruir a parceria. Freud terminou produzindo "Totem e Tabu", que apontava o complexo de édipo como origem da religião e de fato da própria cultura.
Jung, em um trabalho publicado pouco antes, ofereceu um argumento abrangente e caótico que continha as sementes das ideias pelas quais ele se tornaria famoso mais tarde: o inconsciente coletivo, arquétipos, e, o que foi fatal para o relacionamento dos dois, uma reformulação do conceito de libido como uma espécie de "energia mental".


Psicologia Analítica 


ARQUÉTIPOS E COMPLEXOS




TIPOS PSICOLÓGICOS (INTROVERSÃO, EXTROVERSÃO)






Entrevista - Carl Gustav Jung / Agosto de 1957 - Legendado em Português


Este filme é composto inteiramente por trechos selecionados pelo Dr. Merril Berger da entrevista concedida por Carl Gustav Jung, entre os dias 5 e 8 de agosto de 1957, em Zurique, Suiça, ao Dr. Richard I. Evans, do Departamento de Psicologia da Universidade de Houston. Neste vídeo, o eminente psicólogo fala sobre sua parceria com Sigmund Freud, sobre os insights que teve ouvindo os sonhos dos seus pacientes, e sobre as fascinantes voltas que deu sua própria vida. O Dr. Richard I. Evans entrevista Jung, dando-nos uma compreensão original de muitas teorias complexas de Jung, enquanto descreve Jung como um ser humano sensível e com uma personalidade altamente humana.


Mais uma entrevista:






  • "Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana” - Jung.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Indicação de livro para o final de semana : 


O fundador da Logoterapia mostra aqui como foi a sua própria experiência em busca do sentido da vida num campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Apresenta também, numa segunda parte, os conceitos básicos da logoterapia.

Filme para semana: 



Anos depois de desaparecer nas selvas da África, o antropólogo Ethan Powell ressurge quando é acusado de ter assassinado dois caçadores que matavam os gorilas que ele estudava. Depois de passar um tempo vivendo com os primatas e sem qualquer contato humano, Powell parece estar desequilibrado. O psiquiatra Theo Caulder é chamado para tentar se comunicar com o homem retraído e irado, que pode ser mais sábio e mais saudável do que parece.

Psicologia existencial : 

Psicologia existencial é uma abordagem à psicologia e psicoterapia , que é baseada em várias premissas, incluindo:
  • a compreensão do “todo” de uma pessoa é mais do que a soma de suas partes (lembra da Gestalt?);
  • compreender as pessoas, examinando suas relações interpessoais,
  • a compreensão que as pessoas têm muitos níveis de autoconsciência não pode ser nem ignorada nem colocada em um contexto abstrato
  • as pessoas têm livre-arbítrio e são participantes em vez de observadores em suas próprias vidas
  • a vida das pessoas têm um propósito, valores e significados.


A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) é considerada uma das correntes
identificadas com a Terceira Força em Psicologia ou Psicologia Humanista.
Há aspectos significativos que correlacionam o pensamento do seu
fundador, Carl Rogers, com alguns pressupostos da psicologia humanista e
da filosofia existencialista.

OBJETIVOS DA PSICOTERAPIA
EXISTENCIAL:

Tendo em conta que não existe uma mas sim
várias propostas de psicoterapia existencial, apenas
podem delimitar-se objetivos gerais uma vez que
cada proposta tem os seus objetivos específicos
(Deurzen-Smith, 1996):

Facilitar ao indivíduo uma atitude mais autên-
tica em relação a si próprio – O conceito
de autenticidade assume aqui importância
central. Trata-se de um processo gradual de
auto-compreensão com a finalidade do sujeito
vir-a-ser mais verdadeiro e coerente consigo
próprio, para que possa responder às situações
com sentimento de domínio e maior percepção
de controlo pessoal. Para Cohn (1997), trata-se
de ajudar o cliente a libertar-se das conse-
quências perturbadoras da negação e evasão
no seu confronto com os dados da existência,
acedendo a uma forma de existir mais autêntica.
* - Facilitar o encontro do indivíduo com o
significado da sua existência – Trata-se de
promover o confronto e a re-avaliação da
compreensão que o indivíduo tem da vida,
dos problemas que tem enfrentado e dos limites
impostos ao seu estar-no-mundo. O foco é
a procura de sentido que permite a auto-
-realização, enquanto tudo o que o indivíduo
é capaz de vir-a-ser.
* Promover o confronto com e a superação da
ansiedade que emerge dos dados da existência,
nomeadamente da inevitabilidade da morte,
da liberdade de escolha em situação, da solidão
e da falta de sentido para a vida.  

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Objeto de estudo da Psicologia:


 A Psicologia do senso comum é responsável pelo entendimento do senso comum que é tudo o que fazemos sem precisarmos de métodos científicos para explicá-los, ou seja, é o que aprendemos com nossos pais e avós, como por exemplo, temos o fato de sabermos que tudo que é joga do alto cai embora que algumas coisas levem um pouco mais de tempo que outras. Mas por que isso é senso comum se foi explicado cientificamente por Newton? Esse fato se torna senso comum porque há muitas pessoas que não têm estudo e que nunca ouviram falar nesse tal de Newton sabem que o que for atirado do alto chegará ao chão, mas como essas pessoas sabem disso? Elas aprenderam inicialmente através de observações e a partir daí transmitiram essa informação para seus filhos que passou para seus netos e sucessivamente. Outro exemplo de senso comum que eu conheço é que faz mal comer manga com febre, provavelmente quem espalhou essa informação estava com febre quando comeu manga e isso o fez ficar ainda mais doente, mas o que ninguém sabe é se foi realmente a manga que o fez piorar ou alguma outra coisa. Portanto podemos afirmar que o senso comum é um conhecimento intuitivo, espontâneo de tentativas e erros que adquirimos ao longo dos tempos seja passado de geração a geração ou por própria vivencia.          
            O que difere Psicologia científica da Psicologia do senso comum é que Psicologia científica é focada em fatos que podem ser comprovados cientificamente, pois a mesma é embasada principalmente pela ciência. Para melhor compreender o que isso significa la vai um breve conceito de ciência, a ciência é composta por um objeto de estudo que é rigorosamente testado para que haja a comprovação de algo e se necessário a reprodução da experiência, as conclusões dessa experiência devem ser passíveis de verificação e na pode conter emoções.
            O objeto de estudo da psicologia de forma bem ampla é o homem, porém a psicologia não é considerada totalmente cientifica, pois o pesquisador ao mesmo tempo em que pesquisa ele também está inserido na sua própria pesquisa, agregando seus pensamentos e emoções a pesquisa tornando a pesquisa cientificamente inválida.
            Levando apenas em consideração o objeto humano como estudo da psicologia ela pode ser de certa forma confundida com outras ciências. Mas o que faz a psicologia diferir das outras ciências humanas é o estudo da subjetividade, e é ela que nos faz compreender a totalidade da vida humana, pois é o individuo em todas as suas expressões visíveis, invisíveis, singulares e genéricas.



Serie para o final de semana:  Psi (2014)


Psi foca em Carlo Antonini (Emilio de Mello), um psicólogo que ama os casos inusitados, apostilas de psicologia e os desafios que eles representam. Filmada em São Paulo, a série não apresenta somente casos clínicos, mas também questiona temas existenciais do mundo moderno. Psi é baseada nos livros do psicanalista italiano radicado no Brasil, Contardo Calligaris, também colunista da Folha de São Paulo.

PSICANÁLISE :

Psicanálise foi criada pelo neurologista austríaco Sigmund Freud, com o objetivo de tratar desequilíbrios psíquicos. Este corpo teórico foi responsável pela descoberta do inconsciente – antes já desbravado, porém em outro sentido, por Leibniz e Hegel -, e a partir de então passou a abordar este território desconhecido, na tentativa de mapeá-lo e de compreender seus mecanismos, originalmente conferindo-lhe uma realidade no plano psíquico. Esta disciplina visa também analisar o comportamento humano, decifrar a organização da mente e curar doenças carentes de causas orgânicas.


Para Freud toda perturbação de ordem emocional tem sua fonte em vivências sexuais marcantes, que por se revelarem perturbadoras, são reprimidas no Inconsciente. Esta energia contida, a libido, se expressa a partir dos sintomas, na tentativa de se defender e de se preservar, este é o caminho que ela encontra para se comunicar com o exterior. Através da livre associação e da interpretação dos sonhos do paciente, o psicanalista revela a existência deste instinto sexual. Essa transferência de conteúdo para o consciente, que provoca uma intensa desopressão emocional, traz a cura do analisando. A mente, dividida em Id, Ego e Superego, revela-se uma caixinha de surpresas nas mãos de Freud. No Id, governado pelo ‘princípio do prazer’, estão os desejos materiais e carnais, os impulsos reprodutores, de preservação da vida.
No Ego, ou Eu, regido pelo ‘princípio da realidade’, está a consciência, pequeno ponto na vastidão do inconsciente, que busca mediar e equilibrar as relações entre o Id e o Superego; ele precisa saciar o Id sem violar as leis do Superego. Assim, o Ego tem que se equilibrar constantemente em uma corda bamba, tentando não se deixar dominar nem pelos desejos insaciáveis do Id, nem pelas exigências extremas do Superego, lutando igualmente para não se deixar aniquilar pelas conveniências do mundo exterior. Por esse motivo, segundo Freud, o homem vive dividido entre estes dois princípios, o do Prazer e o da Realidade, em plena angústia existencial. O Superego é a sentinela da mente, sempre vigilante e atenta a qualquer desvio moral. Ele também age inconscientemente, censurando impulsos aqui, desejos ali, especialmente o que for de natureza sexual. O Superego se expressa indiretamente, através da moral e da educação.
Segundo a Psicanálise, o Inconsciente não é o subconsciente – nível mais passivo da consciência, seu estágio não-reflexivo, mas que a qualquer momento pode se tornar consciente – e só se revela através dos elementos que o estruturam, tais como atos falhos – eles se expressam nas pessoas sãs, refletindo o conflito entre consciente, subconsciente e inconsciente; são as famosas ‘traições da memória’ -, sonhos, chistes e sintomas. Freud também elaborou as fases do desenvolvimento sexual, cada uma delas correspondente ao órgão que é estimulado pelo prazer e o objeto que provoca esta excitação.
Na fase oral, o desejo está situado na boca, na deglutição dos alimentos e no seio da mãe, durante a amamentação. Na fase anal, o prazer vem da excreção das fezes, das brincadeiras envolvendo massas, tintas, barro, tudo que provoque sujeira. Na fase genital ou fálica, o desejo e o prazer se direcionam para os órgãos genitais, bem como para pontos do corpo que excitam esta parte do organismo. Nesse momento, os meninos elegem a mãe como objeto de seu desejo – constituindo o Complexo de Édipo, relação incestuosa que gera também uma rivalidade com o pai -, enquanto para as garotas o pai se torna o alvo do desejo – Complexo de Eletra.
Outros pontos importantes da Psicanálise são os conceitos de perversão – ocorre quando o Ego sucumbe às pressões do Id, escapa do controle do Superego e não consegue se sublimar, e pode assim atingir uma dimensão social ou coletiva, como, por exemplo, o Nazismo -, e de Narcisismo – o indivíduo se apaixona por sua própria imagem, cultivando durante muito tempo uma auto-estima exagerada. 

Quem nunca se viu repetindo comportamentos que havia prometido deixar para trás? Ou fazendo coisas que prejudicam a si mesmo, por mais irracional que isso pareça? Quantas vezes você se espantou com uma palavra fora de contexto que saiu no meio de uma frase? E sonhos bizarros, quem não tem?

Todas essas situações, sem relação aparente entre si, podem ser explicadas pela existência de uma única instância psíquica, que subverte nossas intenções e vontades: o inconsciente. A humanidade deve a Sigmund Freud essa descoberta. Apesar das transformações sociais, culturais e tecnológicas dos últimos 120 anos, o método psicanalítico criado por Freud para lidar com o mal-estar inerente à condição humana segue atual. 
Ao criar esse novo campo do conhecimento, Freud desenvolveu diferentes conceitos teóricos para sustentar suas pesquisas. Confira a seguir os termos essenciais da psicanálise:
Inconsciente
Freud demonstrou que a maior parte da vida psíquica se desenrola sem que tenhamos acesso a ela. Ali se encontram principalmente ideias reprimidas que aparecem disfarçadas nos sonhos e nos sintomas neuróticos.

Ego
A parte organizada do sistema psíquico que entra em contato direto com a realidade e tem a capacidade de atuar sobre ela numa tentativa de adaptação. O ego é mediador dos impulsos instintivos do id e das exigências do superego.

Id
Fonte da energia psíquica, é formado por pulsões e desejos inconscientes. Sua interação com as outras instâncias é geralmente conflituosa, porque o ego, sob os imperativos do superego e as exigências da realidade, tem que avaliar e controlar os impulsos do id, permitindo sua satisfação, adiando-a ou inibindo-a totalmente.

Superego
É formado a partir das identificações com os pais, dos quais assimila ordens e proibições. Assume o papel de juiz e vigilante, uma espécie de autoconsciência moral. É o controlador por excelência dos impulsos do id e age como colaborador nas funções do ego. Pode tornar-se extremamente severo, anulando as possibilidades de escolha do ego.

Pulsão
Conceito situado na fronteira entre o psíquico e o somático. A pulsão é a representante psíquica dos estímulos que se originam no organismo e alcançam a mente. É diferente do instinto, pois não apresenta uma finalidade biologicamente predeterminada, e é insaciável, pois tem relação com um desejo, e não com uma necessidade.

Sonhos
Caminho de ouro para o acesso ao inconsciente. A interpretação do conteúdo dos sonhos revela desejos e percepções que de outro modo não chegariam à consciência.

Complexo de Édipo
Entre dois e cinco anos, aproximadamente, a criança desenvolve intenso sentimento de amor pelo genitor do sexo oposto e grande hostilidade pelo do próprio sexo. Tais sentimentos geralmente são vividos com grande ambivalência. O conflito costuma declinar por volta dos cinco anos, e uma boa estruturação da personalidade depende de sua resolução satisfatória.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Indicação: Maniac | Série da Netflix debate temas dentro da psicologia.



Trazendo Cary Fukunaga de volta à televisão, e composta por um elenco de grandes nomes, Maniac chega ao Netflix com grandes ambições e metas a serem cumpridas por sua abordagem peculiar. Jonah Hill e Emma Stone já são conhecidos do público desde a comédia adolescente “Superbad”, anos atrás. Na última década, no entanto, ambos se tornaram figuras recorrentes do Oscar no mundo do cinema, e fazem jus às suas carreiras até aqui com dois personagens repletos de potencial para grandes performances, em uma história não tão inconvencional quanto poderia se esperar.
Hill interpreta Owen, um jovem de família rica que sofre de esquizofrenia, e tem dificuldade para distinguir o “real” da “ilusão”. Sua família o mantém afastado, com vergonha de suas condições (ou incapacidade emocional de lidar com elas), e Owen frequentemente passa por delírios onde acredita fazer parte de algum tipo de conspiração governamental. Annie (Emma Stone), por outro lado, dedica boa parte de seu tempo à não estar consciente de sua realidade, atormentada por seu passado familiar, e tenta fazer dinheiro para seus vícios aplicando alguns pequenos golpes neste “futuro próximo” que a série apresenta.

A sociedade de Maniac é uma previsão cínica de como as gerações atuais vem se distanciando da realidade, e aderindo à segurança das relações virtuais. Empresas oferecem serviços como “Friend Proxies” (uma espécie de amigo substituto), que são pagos para se importarem com você, com o que você está falando, e fingirem ser quem você quer que eles sejam. As pessoas podem vender suas imagens para um banco de dados que as usará em propagandas como bem entenderem, sem a necessidade de suas aprovações. E doenças neurológicas se tornam muito mais comuns e difíceis de serem resolvidos pela medicina, do que qualquer aflição física.

Owen e Annie acabam se envolvendo em um estudo científico que se propõe a acabar com todo e qualquer problema psicológico, através de três comprimidos alucinógenos. Os três comprimidos, “A”, “B” e “C”, são responsáveis por expor os traumas e medos dos pacientes, encontrar os pontos cegos em suas auto-interpretações e, por fim, reestruturar seus mecanismos neurológicos de defesa para lidarem com o problema (essencialmente, “curando-os”).
Trailer Legendado:


Precisamos falar da GESTALT-TERAPIA


No dia 25/03/2019 tivemos uma aula sobre a Gestalt-Terapia com a convidada Nadia da Silveira Lemos Xavier, psicóloga que utiliza essa abordagem.
Com o objetivo de habilitar a pessoa para que ela possa usar a cognição, as sensações, emoções e sentimentos para enfrentar a própria realidade, Gestalt – ou Gestalt-terapia foi criada por Fritz Perls (neuropsiquiatra) (1893-1970).



Ao contrário de outras correntes de psicoterapias, a Gestalt não tem como preocupação maior trabalhar com base na origem do problema. O interessante desta terapia holística é o foco em compreender como o presente afeta o indivíduo e o que pode ser feito para mudar a realidade, quando há um incômodo emocional. É uma teoria e uma prática sobre o desenvolvimento/crescimento humano, que se dá em um processo de construção com o mundo em que está inserido.
Sem afirmar ou negar causas, a proposta da Gestalt é apenas criar meios para seguir em frente. Neste caso, o terapeuta tem o importante papel de mostrar ao paciente todo o seu potencial , que não vem sendo bem utilizado.
Desta forma, é possível retomar a capacidade de transformar aquilo que tanto incomoda. Segundo especialistas, a Gestalt é  uma forma de mostrar ao paciente o quanto ele pode estar sabotando a si próprio e como isso tem influenciado em tudo o que ele está vivendo.
Ao tomar consciência disso, o indivíduo volta a retomar as rédeas de sua vida, voltando a ser o protagonista da própria história.
Faz parte da abordagem da Gestalt enxergar a pessoa como indivíduo em desenvolvimento, um processo permanente que pode ser influenciado – e alterado – pela maneira como a qual cada um lida com a própria realidade. Não é determinista e enfatiza a liberdade e responsabilidade de escolha subjetiva. Considera a pessoa (HUMANA) enquanto ser biopsicossocioespiritual. O Ser Humano possui todos os instrumentos e potencialidades de que necessita para se desenvolver da forma mais adequada possível.
Perls e a Gestalt se importam com o “como”, ou seja, os processos vivenciados e o sentido que eles têm para a pessoa. O indivíduo é entendido na sua interação e relação com o meio. Para a Gestalt, awareness tem um sentido próprio que é o saber da experiência, considerando o movimento entre contato, organismo e meio, onde o indivíduo percebe o sentido e significado de si e do mundo. O organismo tende a buscar um equilíbrio. Quando não há o equilíbrio gera-se uma neurose. A conscientização só pode acontecer no aqui-agora e quando se mexe em uma parte deve-se ter consciência de que o todo será alterado. É essa concentração, presença atenta, para aquilo que é e como é. É a percepção da situação experienciada.
Tem como foco a relação terapeuta- paciente, o encontro e o diálogo. Sendo que o encontro pode ser do indivíduo com ele mesmo ou com o outro. Esse encontro deve ocorrer de maneira espontânea, porém na psicoterapia é realizado de forma intencional. O encontro é considerado o início e o objetivo para a realização do trabalho psicoterapêutico que tem como ênfase alcançar o continuum de awareness que é considerada uma ferramenta para que o indivíduo se constitua de forma saudável no mundo.
De acordo com Perls (1988), na neurose o organismo e o meio estão doentes. O meio tem a mesma dinâmica do organismo, buscando responder às necessidades predominantes em primeiro lugar. Contudo o indivíduo neurótico não tem condições de perceber suas necessidades e tão pouco de supri-las. Quando o indivíduo e o meio vivenciam necessidades distintas, e o indivíduo não distingue qual é a necessidade dominante gera-se um desequilíbrio. Considera se a relação cliente / psicoterapeuta.
O processo de psicoterapia visa o envolvimento criativo e na medida em que avança, flui mais confortavelmente. Na experiência relatada o paciente visa novas possibilidades para que seu funcionamento seja alterado, aprendendo a lidar de forma criativa com os sentimentos conflitantes, em vez de lutar contra seus próprios sentimentos ou polarizar o comportamento. Através da experiência sensorial, emocional ou corporal o paciente passa a perceber novas possibilidades, a identificar novas potencialidades em si, assimilando um novo conceito, através da experiência vivida no setting terapêutico, através de uma experiência concreta o paciente vislumbra novos recursos e possibilidades de ação.
CICLO DO CONTATO:
◼ (excitação)
◼ - retraimento;
◼ - sensação;
◼ - consciência;
◼ - mobilização de energia;
◼ - ação;
◼ - contato; (fecha uma gestalt).
Em psicoterapia o ciclo de contato funciona como um paradigma, um modelo que permite ler o indivíduo, além de permitir o encontro e se deparar com novas possibilidades. O ciclo é um plano de trabalho que consiste em contribuir para que o processo psicoterapêutico tenha uma direção e o paciente possa superar as situações de bloqueio e passe a dar respostas diferentes. Nenhum ponto do ciclo pode ser visto de forma isolada, ou seja, quando um mecanismo é a figura os demais estão como fundo. 

FORMAS DE EVITAÇÃO DE CONTATO
(Mecanismos de defesa)

◼ A preocupação central da Gestalt Terapia é se a adaptação possível se deu (se dá) com integração, o que desenvolve a sua inteireza interna e externa, ou se, para conseguí-la, a pessoa teve que alienar partes de si com o objetivo de ser amado, aceito e integrado no meio, o que o torna um ser dividido e portador de inevitáveis seqüelas.

◼ A patologia implica não somente em evitação do contato, mas a qualidade, intensidade e funcionalidade desta evitação.

1. CONFLUÊNCIA:

◼ É um estado de não contato, por fusão ou ausência de fronteira de contato. O
“si mesmo” não pode ser identificado; ausência de discriminação eu/meio.

2. INTROJEÇÃO:

◼ Incorporação de elementos do meio, de ideias a sentimentos, relações, valores, etc. Há a implicação de um elemento que não foi assimilado. Assume para si o que está fora. É patológica quando não há assimilação. É o “engolir inteiro”.

3. PROJEÇÃO:

◼ Atribuir ao meio elementos fantasiados pela própria pessoa. Há um deslocamento da responsabilidade da pessoa para o meio. Depositar no outro o que é nosso.

4. RETROFLEXÃO:

◼ Consiste em voltar para si mesmo a energia mobilizada; fazer a si o que gostaria de fazer aos outros ou que os outros lhe fizessem.

5. DEFLEXÃO:

◼ Permite evitar o contato direto, desviando a energia do seu objeto primitivo. Consiste em se desviar de um contato direto com outra pessoa.

6. PROFLEXÃO:

◼ Combinação de projeção e retroflexão; fazer ao outro o que gostaríamos que o outro nos fizesse.

7. EGOTISMO:

◼ Consiste em um esforço deliberado nas fronteiras de contato. Geralmente é uma etapa do processo terapêutico, mas se cronificar, torna-se patologia. A neurose está vinculada ao acúmulo de gestalt inacabada, de dificuldade de ajustamento entre a pessoa e seu meio, à evitação de contato intensa.

AJUSTES CRIATIVOS

◼ É com a finalidade de se autorregular que a pessoa está sempre fazendo arranjos (ajustes, truques, manhas), por vezes aparentemente estranhos ou bizarros, arranjos aos quais nós especialistas costumamos chamar de neuroses, distúrbios da personalidade, psicoses e outros nomes, mas que nada mais são do que os melhores ajustes que aquele ser conseguiu fazer nas limitadas circunstâncias existenciais circundantes em que ele esteve ou está sobrevivendo.

◼ Um sintoma é, antes de mais nada, uma forma de ajustamento / autoequilibração.

AVALIAÇÃO DO PROCESSO
TERAPÊUTICO:

◼ - autorregulação;
◼ - qualidade do contato;
◼ - capacidade de ajuste criativo.